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terça-feira, 30 de agosto de 2011

A Espaços...

Temos o prazer de vos informar que a Associação Espaços, Projetos Alternativos de Mulheres e Homens existe como entidade devidamente legalizada!
Desde que assumimos a Direção, temos vindo a desenvolver diversas e necessárias ações burocratizadas para oficializar a atividade da Espaços, desde a solicitação de novo nome para a Associação, o registo da acta de AG de Março de 2011 no novo livro eletrónico de Actas, o registo da alteração de Estatutos na Notária, a abertura de conta, a requisição de novo cartão de pessoa colectiva e a retificação dos membros dos órgãos gerentes nas Finanças.
Conseguimos ainda trabalhar em prol de parcerias que viabilizem eventuais protocolos de colaboração que corporizem a missão e atividade da Espaços. Cabe-nos agora pensar com mais detalhe sobre o Plano de Atividades para o próximo ano.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

II Oficina Aberta: "Das Políticas às Práticas da Igualdade"‏

As Oficinas Abertas sobre Questões de Género na Sociedade Portuguesa são um projecto da Delegação Regional do Porto da Universidade Aberta e do Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais (CEMRI).



A segunda sessão, intitulada Das Políticas às Práticas de Igualdade, pretendeu enquadrar a acção desenvolvida pelas associações da sociedade civil na estratégia nacional de promoção da Igualdade, tendo sido organizada com a colaboração do Gabinete da Secretária de Estado da Igualdade, do XVIII Governo Constitucional de Portugal e da Fundação Cuidar O Futuro.



João Pereira apresentou a estratégia nacional, numa comunicação intitulada Políticas Públicas para a Igualdade e Não Discriminação, e Cláudia Múrias apresentou os contributos do projecto de intervenção promovido pela Fundação Cuidar O Futuro na comunicação Lideranças Partilhadas: Percursos de Literacia para a Igualdade de Género e Qualidade de Vida. Fátima Alves (CEMRI) moderou o debate.



Ficam as imagens:







quarta-feira, 1 de junho de 2011

"Das Políticas às Práticas da Igualdade" – II Oficinas Abertas






Realizar-se-á na Delegação da Universidade Aberta (UAb) no Porto , no dia 8 de Junho de 2011, pelas 14h30, mais uma Sessão das Oficinas Abertas sobre “Questões de Género na Sociedade Portuguesa", dedicada ao tema: Das Políticas às Práticas de Igualdade.


A iniciativa destina-se a estudantes, técnicos e técnicos superiores, IPSS, organizações não-governamentais e à sociedade civil em geral.





O encontro pretende articular os diferentes saberes implicados na abordagem da temática, desde os conhecimentos científicos produzidos, ao seu enquadramento pelas políticas públicas, passando pela exploração dos discursos oficiais, sem esquecer as perspectivas dos profissionais e das suas organizações bem como os discursos de não profissionais.

O Projecto Literacia para a Igualdade de Género e Qualidade de Vida: Lideranças Partilhadas será apresentado enquanto exemplo de boas práticas na área da Igualdade e Não Discriminação. A organização desta iniciativa constitui um dos Percursos de Literacia e poderá ser inserido no Trabalho em Rede que a Fundação Cuidar O Futuro tem vindo a realizar no norte do país.






A Oficina será transmitida em directo, via web.


Para informações e inscrições, contacte:

Manuela Pinto 300 001 719 mpinto@univ-ab.pt
Delegação da Universidade Aberta no Porto
Rua do Amial nº 752 , 4200-055 Porto

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Questões de Género na Sociedade Portuguesa: Novas e Velhas Violências


A Delegação da Universidade Aberta (UAb) no Porto realiza, no dia 11 de maio de 2011, pelas 14h30, as primeiras Oficinas Abertas dedicadas ao tema “Questões de género na sociedade portuguesa”, sendo a primeira sessão dedicada ao tema “Novas e Velhas Violências”.

A iniciativa destina-se a estudantes, técnicos da área, a IPSS, organizações não-governamentais e à sociedade civil em geral. O encontro pretende articular os diferentes saberes implicados na abordagem da temática, desde os conhecimentos científicos produzidos, ao seu enquadramento pelas políticas públicas, passando pela exploração dos discursos oficiais, sem esquecer as perspetivas dos profissionais e das suas organizações bem como os discursos de não profissionais.

As Oficinas Abertas dedicadas às Questões de Género na Sociedade Portuguesa pretendem constituir-se num espaço de articulação e confluência de saberes, de cidadanias e reflexividades entre a ciência e a vida quotidiana, como objectivo de compreender a situação atual em torno da questões de género na sociedade portuguesa, com especial ênfase, nesta sessão na temática da violência.

A Abertura das Oficinas Abertas contará com as presenças de Teresa Joaquim, Coordenadora do Mestrado de Estudos sobre as Mulheres do Departamento de Ciências Socias e de Gestão da Universidade Aberta e Investigadora Responsável pela Linha de Investigação Estudos sobre as Mulheres do Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais, e de Cláudia Múrias, Coordenadora do projecto Lideranças Partilhadas da Fundação Cuidar O Futuro e Investigadora no Centro de Psicologia da Universidade do Porto.

Manuel Albano, Vice-presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, abordará a temática das "Novas e Velhas Violências".

A moderação será feita por Fátima Alves, da Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais da Universidade Aberta.

Para informações e inscrições, contacte:
Manuela Pinto 300 001 719 mpinto@univ-ab.pt
Delegação da Universidade Aberta no Porto
Rua do Amial nº 752
4200-055 Porto

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Um Percurso de Literacia com a EAPN Portugal em Esposende

Decorrente da participação de Isabel Amorim e Fátima Veiga no workshop realizado em parceria pela Fundação Cuidar o Futuro e a EAPN Portugal, em Dezembro de 2010, em Vila Verde, foi delineado um Percurso de Literacia conjunto para fortalecer a EAPN Portugal na intervenção sobre a igualdade de género. Priorizados os interesses institucionais, optou-se pela organização de um workshop dentro da tipologia de "Promover a qualidade de vida pela igualdade de género" aberto às redes de colaboração do Núcleo Distrital de Braga da EAPN Portugal e orientado para necessidades destas instituições.

Também em conjunto, foram definidos os objectivos para este workshop:

Promover um processo de reflexão sobre representações, discursos e práticas de intervenção em torno das lideranças emergentes em contextos profissionais, comunitários e familiares;


Promover a construção de uma rede de mediadores/as socioculturais, multiplicadores/as de percursos de sensibilização para a igualdade de género e a qualidade de vida através de lideranças partilhadas.



Os textos-desafio foram seleccionados pelas técnicas da EAPN Portugal dentro das opções oferecidas pelo livro Rede Mulheres 25 Anos Depois:

Poder – Energia para a Acção
Muitas vezes o poder está disponível para gerirmos esse poder, para podermos agarrar nele e dele tirar o melhor rendimento, para podermos fazer ou inventar algo de novo. E não é mal nenhum pensar que esse sentido do nosso próprio poder nos fornece energia para a acção.
Muitas vezes não agimos porque, sobretudo nós enquanto mulheres, ainda lidamos mal com o poder.
Quando falo na questão do poder, vou ainda mais longe. É que uma parte integral da acção para uma mudança política – essa mudança que pode tornar as pessoas capazes de outra vida, ao menos com condições mais felizes – é uma redefinição do nosso «eu»: quem sou e como vivo em relação às coisas, aos objectos, em relação ao tempo, em relação ao poder. E nós, mulheres, temos que fazer para nós próprias essa redefinição (Pintasilgo, 1982 , citada em Koning, 2005: 26).


Tem que haver um processo interior
Eu posso agora falar da minha experiência, talvez seja contrária, dado que as vossas experiências são de sucesso. A primeira experiência que tive de liderança, eu estava à frente de um grupo de miúdas dos dez aos catorze, quando eu tinha dezanove anos. E acho que foi uma péssima experiência de liderança da minha parte. Claro que por um lado senti-me abafada pelas outras que estavam a liderar comigo. Depois sentia que havia uma certa falta de maturidade, de auto-conhecimento meu, e uma certa incapacidade de tomada de decisão… sendo que, ora deixava muita coisa a andar, ora de repente surgia em mim um autoritarismo para controlar a situação, que já estava descontrolada. E havia também uma certa incapacidade… por um lado, eu sentia que tinha um lado de humanização, de preocupação para com as miúdas, e para com o grupo que eu tinha à frente… mas também uma certa incapacidade de transmitir essa afectividade, com as dificuldades de gerir a autoridade, a afectividade, sem saber muito bem como geria as duas coisas.
Mas foi a única experiência de liderança que tive, em que estive à frente de qualquer coisa! Depois disso nunca mais estive à frente de nada.
De facto, as mulheres que eu vi como líderes, que… o género de liderança que eu gostei muito, daquelas pessoas sobre mim, foram aquelas mulheres, de facto - ou homens, tanto faz – que acreditaram em mim, e que puxaram pelas minhas potencialidades, e que, no fundo através do acreditar em mim, fizeram que eu acreditasse em mim própria. Sendo que eu acho que não basta só uma pessoa acreditar em nós… Tem que haver um processo interior de conscientização, de auto-consciência, de auto-conhecimento, de maturação, para que a pessoa, se não é confiante, se não tem essas características de líder, que eu acho que não tenho, para surgir essa auto-confiança e essa capacidade de… se calhar de tomar decisões, e é aí, é na vida pessoal, é na vida profissional, é em todo o sítio!

A cidade de Esposende foi o local escolhido para a realização do workshop, que contou com a cooperação da Câmara Municipal de Esposende na captação de participantes e na cedência do espaço, a Casa da Juventude. A dinamização ficou a cargo de Cláudia Múrias, coordenadora do projecto.





















terça-feira, 5 de abril de 2011

Construindo Percursos de Literacia com o Núcleo para a Implementação e Promoção da Educação para a Saúde (NIPES) da Escola Secundária Aurélia de Sousa

No âmbito das relações de colaboração estabelecidas entre a Fundação Cuidar O Futuro e a Coordenação da licenciatura em Educação Social da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, foi proposto um convite às instituições que cooperam com a ESE na formação em campo de estudantes, enquanto oportunidade de reconhecimento do trabalho que realizam, retribuição de serviços ao nível da formação contínua de profissionais na comunidade e reforço das relações de cooperação já estabelecidas.

O convite consistiu na participação neste projecto, permitindo a construção de Percursos de Literacia com vista a colmatar necessidades sentidas pelas instituições nas temáticas da igualdade de género, da qualidade de vida e da partilha de lideranças.

No seguimento, o Núcleo para a Implementação e Promoção da Educação para a Saúde (NIPES) da Escola Secundária Aurélia de Sousa (ESAS) solicitou a colaboração da equipa do projecto na organização de uma palestra que permitisse abordar questões relacionadas com a área da Educação Sexual nas Escolas, junto de estudantes do 12º ano, nomeadamente: prevenção de maus tratos e aproximação abusiva, consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade na adolescência; estatística sobre a idade das primeiras relações sexuais em Portugal e UE; gravidez, aborto, etc.

Neste sentido, surgiu a Sessão de Trabalho para estudantes de 12º ano "Ser Homem. Ser Mulher. Hoje. Igualdade de Género e Sexualidade na Adolescência", com base na metodologia de Aprendizagem pela Conversa, que decorreu em dois dias diferentes, 30 de Março e 4 de Abril.

Partindo da reflexão desafio sobre o que significa "Ser Pessoa...", "Ser Homem..." e "Ser Mulher..." nas sociedades actuais, conversou-se, tendo-se trabalhado na desconstrução de representações sociais desigualitárias (estereótipos e papéis de género) e na promoção de literacia para uma sexualidade mais igualitária, não violenta, defensora dos direitos humanos e empoderadora da pessoa humana.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Dos Projectos Alternativos de Mulheres aos Projetos Alternativos de Mulheres e Homens

A Associação Espaços Projectos Alternativos de Mulheres nasceu em 1988 pela mão de um grupo de cidadãs empenhadas em criar um espaço social para a emergência de projectos alternativos de mulheres. As sócias iniciais trabalhavam tanto no sector público, como privado, como em organizações da sociedade civil. Guiada por uma ética de solidariedade e sustentabilidade, a Associação teve como objectivo principal estimular a criatividade social e o eco-desenvolvimento, prestando serviços a pequenas iniciativas empresariais de mulheres, nomeadamente no sector do artesanato e da restauração. Nesta prestação de serviços, as sócias trabalhavam em equipas multidisciplinares e em sinergia com pessoas e grupos apoiados. Juntaram saberes, talentos e competências, também para organizar programas de formação junto das empreendedoras, como também junto de outros grupos profissionais, nomeadamente educadoras de infância e professoras do ensino básico. Após cinco anos de funcionamento a Associação entrou numa fase de pousio prolongado.

No trabalho desenvolvido encontram-se as raízes das dinâmicas de reflexão e intervenção social que resultaram na concretização do Projeto Literacia para a Igualdade de Género e Qualidade de Vida: Lideranças Partilhadas. E aqui se foi definindo, ao longo de múltiplas e partilhadas trajetórias de reflexão e ação, a necessidade de criação de um espaço onde as pessoas, as ideias e as práticas se pudessem cruzar continuamente para a construção de novos espaços sociais.
Torna-se, portanto, evidente que perante o desafio da revitalização da Espaços, as pessoas envolvidas no projeto agarrassem esta oportunidade para criar a base de sustentação do projeto após o seu término. Assim, as sócias iniciais interessaram-se pelo projeto Lideranças Partilhadas e acabaram por participar nas suas atividades. A equipa técnica do projeto e algumas pessoas da equipa de dinamização interessaram-se pela estória da Espaços, tendo sido propostas para sócias.

Este cruzamento de sinergias e interesses originou na reformulação do nome da Associação Espaços – Projetos Alternativos de Mulheres e Homens, bem como dos seus Estatutos. Assim se repovoou e reorientou estrategicamente a nova ESPAÇOS, plataforma de emergência de projetos alternativos de mulheres e homens comprometidas/os com a resolução criativa e sustentável de problemas sociais, alicerçadas/os na promoção da igualdade.























terça-feira, 22 de março de 2011

Como viver melhor num mundo em mudança

No sentido de alargar o seu campo de intervenção, o projecto Lideranças Partilhadas, em parceria com a Semente de Futuro, uma Instituição Particular de Solidariedade Social com área de intervenção na freguesia de Chave, no concelho de Arouca, realizou duas sessões de trabalho intituladas “Como viver melhor num mundo em mudança”, nos dias 27 de Fevereiro e 20 de Março, no lugar do Tojal, dinamizadas por Bonina Brandão e Ana Maria Braga da Cruz.


A organização destas sessões constituiu um desafio para as equipas do projecto e de dinamização, implicando a reformulação dos materiais de trabalho para se adequarem às experiências, saberes e práticas sociais de um ambiente rural e a reprogramação das sessões para se adequarem a dois momentos diferentes de reflexão:

“Objectos parados, como se os objectos valessem mais do que o uso que nós lhes damos” (Maria de Lourdes Pintasilgo).

“Nós normalmente comemos na cozinha porque temos lareira e comemos perto da lareira, e assim que começamos a ter um pouco mais de dinheiro queremos ter uma casa de jantar e compramos a mesa da casa de jantar, mas como a mesa é só para servir nos dias de festa, então compramos uma toalha bordada que nós já não conseguimos fazer porque não temos tempo – e uma toalha bordada agora lá na aldeia chega a custar 30 contos. Como só serve em tempos e momentos muito especiais, nós naturalmente não queremos estragar a mesa: entre a mesa e a toalha pomos uma flanela e, depois, como não queremos estragar a toalha, por cima da toalha pomos um plástico” (Texto de um grupo de mulheres da Rede na zona de Coimbra publicado na Rede e Nó(s).







No final, foi solicitado a cada participante a realização de um desenho enquanto avaliação das sessões de trabalho. Ficam aqui alguns dos desenhos.