Mostrar mensagens com a etiqueta Trabalho em Rede. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Trabalho em Rede. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Civic consciousness as a modern form of solidarity



Terá lugar na FPCEUP, Auditório 1, no dia 10 de Fevereiro de 2012, a conferência "Civic consciousness as a modern form of solidarity" proferida por Kerstin Jacobsson, Professora de Sociologia na Universidade de Södertörn (School of Social Sciences), com participação em projetos de investigação na Universidade de Lund (School of Social Work) e na Universidade de Estocolmo (SCORE, Stockholm Centre for Organizational Research).


Esta conferência é realizada pela Fundação Cuidar O Futuro em colaboração com o CIIE, no âmbito do projeto Literacia para a Igualdade de Género e Qualidade de Vida: Lideranças Partilhadas, e tem como objetivo a conceptualização dos laços sociais e dos mecanismos de integração e solidariedade sociais existentes na Suécia contemporânea. Para tal, a conferencista introduz as noções de "consciência cívica" e de "co-sentimento cívico" enquanto categorias sociológicas e aborda também a combinação específica de individualismo e colectivismo característica da cultura cívica sueca.


A conferência contará com o comentário de Helena Costa Araújo, Diretora do CIIE - FPCEUP. Pretende-se com esta conferência desafiar a comunidade a questionar discursos e práticas de solidariedade social no aprofundamento da democracia e no debate sobre liderança, igualdade de género e qualidade de vida.


No mesmo sentido, Isabel Menezes, Diretora do Programa Doutoral em Ciências da Educação da FPCEUP, fará a apresentação do livro Cuidar a Democracia, Cuidar o Futuro, organizado por Fátima Grácio. Este livro reúne as comunicações apresentadas no Ciclo de Debates com o mesmo título, realizado pela Fundação Cuidar O Futuro em Lisboa nos meses de janeiro e fevereiro de 2010, em parceria com a Fundação Gulbenkian e o Centro Nacional de Cultura.

PROGRAMA
17.30 Abertura
17:45 Conferência, Kerstin Jacobsson
18.30 Comentário, Helena Costa Araújo
18.45 Debate
19.00 Apresentação do livro, Isabel Menezes
19.30 Debate

Entrada gratuita, sujeita a inscrição prévia:


http://www.fpce.up.pt/limesurvey/index.php?sid=89792&lang=pt


Será entregue um Certificado de Participação.


Mais informações: liderancas@gmail.com

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Em Terras de Santa Maria da Feira


No dia 12 de Novembro, realizou-se uma sessão de sensibilização organizada em conjunto pelo nosso projecto, pelo Gabinete de Inserção Profissional (GIP) de Santa Maria da Feira, pela Agência Local em Prol do Emprego (ALPE) da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e pela Associação Alcoólicos Recuperados (AAR).
Decorrente da participação de Isabel Gomes (GIP) no workshop "Intervision and shared leadership" dinamizado por Ine van Emmerik, da Extravaleren, em Junho de 2010, na FPCEUP, esta acção de sensibilização corporizou um Percurso de Literacia com a co-construção de Adélia Antunes (ALPE) e de Mónica Dias (AAR). Este percurso pretendeu ir ao encontro das necessidades da população de Terras Santa Maria, introduzindo uma perspectiva de liderança e de igualdade de género na componente de educação ao longo da vida.
Priorizados os interesses institucionais, optou-se pela organização de uma acção de sensibilização dentro da tipologia de "Introduzir a Igualdade de Género no Reinventar de Lideranças", aberto às redes de clientes destes serviços. O Museu do Papel - Terras de Santa Maria da Feira foi o local escolhido para a realização desta acção de sensibilização.











terça-feira, 8 de novembro de 2011

III Oficinas Abertas “Questões de Género na Sociedade Portuguesa”




As Oficinas Abertas sobre Questões de Género na Sociedade Portuguesa são um projecto da Delegação Regional do Porto da Universidade Aberta e do Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais (CEMRI).


A 3ª sessão das Oficinas Abertas “Questões de Género na Sociedade Portuguesa” é dedicada às Migrações e Género, pretende promover a reflexão sobre a importância de se analisar as migrações femininas à luz de uma matriz interseccional e conta com a participação de Joana Miranda (CEMRI) e Sofia Neves (ISMAI). O encontro realizar-se-á no dia 21 de Novembro de 2011, pelas 17:30h, na Delegação Regional do Porto da Universidade Aberta.


A iniciativa destina-se a estudantes da UAb, docentes, técnico/as, técnico/as superiores, investigadore/as, ONG, IPSS e sociedade civil em geral. A organização desta iniciativa representa também a co-construção de um Percursos de Literacia, entre Ana Maria Saraiva e a equipa do projecto, inserindo-se no trabalho em rede que a Fundação Cuidar O Futuro tem vindo a realizar no norte do país.

Para informações e inscrições, contacte:


Manuela Pinto :::: mpinto@univ-ab.pt :::: 300 001 719

Delegação da Universidade Aberta no Porto

Rua do Amial nº 752

4200-055 Porto

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Comunicação Não-Violenta

Jeannette Claessen, escultora, mosaicista e fundadora do gabinete MOSAÍCA, estará em Portugal a dinamizar um workshop sobre COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA.

Jeannette Claessen estudou Antropologia e Serviço Social, especializando-se na área de Trabalho com Jovens. Durante mais de 15 anos, trabalhou na área da Cooperação para o Desenvolvimento. Em 1995, mudou a sua trajectória profissional, centrando-se nas áreas da comunicação, dos processos de desenvolvimento pessoal e do trabalho social em bairros desfavorecidos. Na mesma altura, começou a estudar Arte e Escultura. Sobre a orientação de The Heart Academy, completou a sua formação vocacional e profissional em Psicologia e Espiritualidade.

Em 2000, partindo da sua experiência, criou a sua própria empresa MOSAÍCA (significando Trabalho de Musas) corporizando um conceito único de formação individual e de grupos, no qual combinou o desenvolvimento de competências ao nível espiritual, artístico e psicológico.

A palavra-chave que define a filosofia de MOSAICA é ligar ou vincular - criar vínculos entre o que se pensa e sente; entre o passado, o presente e o futuro; entre o espaço em que nos sentimos em casa e o resto do mundo; entre a nossa própria vida e a vida dos outros.

O gabinete MOSAÍCA constitui uma das parcerias transnacionais informais que, no âmbito do nosso projecto, a Fundação Cuidar O Futuro tem actualmente estabelecidas.

No âmbito desta parceria, para além da Aula Aberta "Usar arte como método en el trabajo comunitario", Jeannette Cleassen ofereceu a todas pessoas que, em Outubro passado, constituiam a equipa de dinamização e de avaliação do nosso projecto, bem como à própria equipa do projecto, a oportunidade de participar num workshop sobre COMUNICACIÓN AUTENTICA E IGUALDAD DE OPORTUNIDADES, com objectivos e programa em tudo semelhantes a este workshop.

No Workshop COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA, pretende-se dar um primeiro passo na descoberta de como é que geralmente comunicamos com os outros.

COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA é uma comunicação:
- clara
- a partir do conhecimento de mim mesmo e na ligação com os outros
- sem juízos ou pré-conceitos
- com compaixão
- que assume a responsabilidade pelos desejos e necessidades, próprias e dos outros


Este Workshop de COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA com Jeannette Claessen, da MOSAÍCA, é uma iniciativa do GRAAL, a realizar de 2 a 4 de Setembro de 2011, na Golegã.





Para INFORMAÇÕES e INSCRIÇÃO (até 31 de Julho) contactar o GRAAL:



segunda-feira, 11 de julho de 2011

MANIFesta'11 Mobilizar e Participar para uma Economia Social

Uma vez mais, o projecto Literacia para a Igualdade de Género e a Qualidade de Vida: Lideranças Partilhadas foi convidado pela Animar a apresentar o trabalho que está a realizar na mobilização da sociedade civil para o empoderamento das comunidades e para a reformulação de conceitos e valores sociais, enquanto exemplo de boas práticas na resposta estruturada à crise actual.

Desta vez o convite consistiu na organização de uma Mostra ou Apresentação de Projecto na bienal MANIFesta, a mais marcante e abrangente iniciativa pública do Movimento Associativo de Desenvolvimento Local.

A MANIFesta’11 – VIII Assembleia, Feira e Festa do Desenvolvimento Local, decorreu na vila transmontana de Montalegre, entre os dias 7 e 10 de Julho, realizada em parceria pela Animar, a ADRAT – Associação de Desenvolvimento da Região Alto Tâmega, o EcoMuseu de Barroso e a Câmara Municipal de Montalegre, contou com o patrocínio e apoio de diversas entidades públicas e privadas, teve como mote Mobilizar e Participar para uma Economia Sustentável e pretendeu ser um "momento importante de troca de ideias sobre o estado e o futuro do Desenvolvimento Local e da Economia Social, a par de uma ampla e significativa mostra de produtos, projectos e expressões culturais reveladores das capacidades de iniciativa e criatividade das pessoas, comunidades e organizações de Portugal, Galiza e de outras regiões e países, nomeadamente lusófonos e iberoamericanos".



O Pavilhão Multiusos foi o espaço de eleição do evento. O Auditório acolheu a sessão inaugural e os diversos seminários centrais. Na Feira, o Espaço Mostra ou Laboratório permitiu a diversas entidades a apresentação de produtos e projectos. Vários stands de entidades e organismos públicos informavam sobre apoios, projectos e iniciativas em curso.

Na sexta-feira, dia 8 de Julho, no Espaço Mostra ou Laboratório, apresentámos como, através da metodologia de aprendizagem pela conversa, temos vindo a desenvolver um olhar crítico na reformulação de lideranças, introduzindo a perspectiva da igualdade de género na abordagem ao desenvolvimento e à qualidade de vida das populações, bem como apresentámos o trabalho em rede, consubstanciado no reforço de redes associativas informais e no estabelecimento de parcerias institucionais, que nos tem permitido ultrapassar as limitações iniciais do projecto, potenciando sinergias criadoras de participação emancipadora e empoderadora para as diferentes equipas e pessoas actoras neste projecto.

Ficam aqui algumas imagens da MANIFesta'11, da autoria de Carlos Ribeiro, Caixa de Mitos, a começar pelo Espaço Mostra ou Laboratório:









sexta-feira, 10 de junho de 2011

II Oficina Aberta: "Das Políticas às Práticas da Igualdade"‏

As Oficinas Abertas sobre Questões de Género na Sociedade Portuguesa são um projecto da Delegação Regional do Porto da Universidade Aberta e do Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais (CEMRI).



A segunda sessão, intitulada Das Políticas às Práticas de Igualdade, pretendeu enquadrar a acção desenvolvida pelas associações da sociedade civil na estratégia nacional de promoção da Igualdade, tendo sido organizada com a colaboração do Gabinete da Secretária de Estado da Igualdade, do XVIII Governo Constitucional de Portugal e da Fundação Cuidar O Futuro.



João Pereira apresentou a estratégia nacional, numa comunicação intitulada Políticas Públicas para a Igualdade e Não Discriminação, e Cláudia Múrias apresentou os contributos do projecto de intervenção promovido pela Fundação Cuidar O Futuro na comunicação Lideranças Partilhadas: Percursos de Literacia para a Igualdade de Género e Qualidade de Vida. Fátima Alves (CEMRI) moderou o debate.



Ficam as imagens:







quarta-feira, 1 de junho de 2011

"Das Políticas às Práticas da Igualdade" – II Oficinas Abertas






Realizar-se-á na Delegação da Universidade Aberta (UAb) no Porto , no dia 8 de Junho de 2011, pelas 14h30, mais uma Sessão das Oficinas Abertas sobre “Questões de Género na Sociedade Portuguesa", dedicada ao tema: Das Políticas às Práticas de Igualdade.


A iniciativa destina-se a estudantes, técnicos e técnicos superiores, IPSS, organizações não-governamentais e à sociedade civil em geral.





O encontro pretende articular os diferentes saberes implicados na abordagem da temática, desde os conhecimentos científicos produzidos, ao seu enquadramento pelas políticas públicas, passando pela exploração dos discursos oficiais, sem esquecer as perspectivas dos profissionais e das suas organizações bem como os discursos de não profissionais.

O Projecto Literacia para a Igualdade de Género e Qualidade de Vida: Lideranças Partilhadas será apresentado enquanto exemplo de boas práticas na área da Igualdade e Não Discriminação. A organização desta iniciativa constitui um dos Percursos de Literacia e poderá ser inserido no Trabalho em Rede que a Fundação Cuidar O Futuro tem vindo a realizar no norte do país.






A Oficina será transmitida em directo, via web.


Para informações e inscrições, contacte:

Manuela Pinto 300 001 719 mpinto@univ-ab.pt
Delegação da Universidade Aberta no Porto
Rua do Amial nº 752 , 4200-055 Porto

terça-feira, 10 de maio de 2011

A Economia Social e Solidária na resposta à crise: pelos caminhos da Igualdade para uma Competitividade Integrada

O projecto Literacia para a Igualdade de Género e a Qualidade de Vida: Lideranças Partilhada foi convidado a participar no Seminário A Economia Social e Solidária na resposta à crise: pelos caminhos da Igualdade para uma Competitividade Integrada, organizado pelo Gabinete da Secretária de Estado da Igualdade do XVIII Governo Constitucional de Portugal, pela CIG, pelo Mestrado de Economia Social e Solidária do ISCTE e pela Animar.

O convite consistiu na apresentação do nosso projecto enquanto exemplo prático de resposta estruturada à crise, uma vez que este tem por finalidade mobilizar a sociedade civil no empoderamento da comunidade e desenvolver um olhar crítico na reformulação de lideranças, introduzindo a perspectiva da igualdade de género na abordagem ao desenvolvimento e à qualidade de vida das populações. Desenvolvido no Norte do país, o projecto tem como objectivo a construção de Percursos de Literacia, com base na participação de líderes locais, profissionais de intervenção socioeducativa e em lugares de tomada de decisão e de cidadãos e cidadãs, em acções de sensibilização com metodologia de aprendizagem pela conversa sobre igualdade de género, qualidade de vida e partilha de lideranças, e na realização de um trabalho autónomo para a concretização de um Produto do Projecto.

Pela aprendizagem pela conversa espera-se proporcionar um espaço onde as pessoas encontrem a possibilidade de “abrandar”, discutir e reflectir sobre as suas experiências. Conversar com o objectivo de “encontrar novos sentidos” e “deixar emergir novos conhecimentos” para promover práticas inovadoras:
. Contar para formular ideas e reconhecer motivações, intenções, objectivos e resultados;
. Problematizar, a história contada, para analisar o seu contexto político-cultural regulador ou emancipador;
. Formular alternativas para perspectivar a acção.

Com um Trabalho em rede, consubstancia-se o reforço e o estabelecimento de redes associativas informais e parcerias institucionais.

Desta forma, segundo o pensamento do Professor Rogério Roque Amaro, somos representantes de uma Economia social e solidária, que permite dar uma Resposta de Continuidade à crise, valorizando a democracia interna, aberta e participativa, enquanto alternativa sustentável, emancipadora e ao encontro da Vida: a Competitividade Integrada!

Excerto da Intervenção de Rogério Roque Amaro, vídeo de autoria de Carlos Ribeiro, Caixa de Mitos












O Seminário foi seguido de debate, como se pode observar nas seguintes fotografias da autoria de Carlos Ribeiro, Caixa de Mitos:





























quinta-feira, 5 de maio de 2011

Questões de Género na Sociedade Portuguesa: Novas e Velhas Violências


A Delegação da Universidade Aberta (UAb) no Porto realiza, no dia 11 de maio de 2011, pelas 14h30, as primeiras Oficinas Abertas dedicadas ao tema “Questões de género na sociedade portuguesa”, sendo a primeira sessão dedicada ao tema “Novas e Velhas Violências”.

A iniciativa destina-se a estudantes, técnicos da área, a IPSS, organizações não-governamentais e à sociedade civil em geral. O encontro pretende articular os diferentes saberes implicados na abordagem da temática, desde os conhecimentos científicos produzidos, ao seu enquadramento pelas políticas públicas, passando pela exploração dos discursos oficiais, sem esquecer as perspetivas dos profissionais e das suas organizações bem como os discursos de não profissionais.

As Oficinas Abertas dedicadas às Questões de Género na Sociedade Portuguesa pretendem constituir-se num espaço de articulação e confluência de saberes, de cidadanias e reflexividades entre a ciência e a vida quotidiana, como objectivo de compreender a situação atual em torno da questões de género na sociedade portuguesa, com especial ênfase, nesta sessão na temática da violência.

A Abertura das Oficinas Abertas contará com as presenças de Teresa Joaquim, Coordenadora do Mestrado de Estudos sobre as Mulheres do Departamento de Ciências Socias e de Gestão da Universidade Aberta e Investigadora Responsável pela Linha de Investigação Estudos sobre as Mulheres do Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais, e de Cláudia Múrias, Coordenadora do projecto Lideranças Partilhadas da Fundação Cuidar O Futuro e Investigadora no Centro de Psicologia da Universidade do Porto.

Manuel Albano, Vice-presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, abordará a temática das "Novas e Velhas Violências".

A moderação será feita por Fátima Alves, da Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais da Universidade Aberta.

Para informações e inscrições, contacte:
Manuela Pinto 300 001 719 mpinto@univ-ab.pt
Delegação da Universidade Aberta no Porto
Rua do Amial nº 752
4200-055 Porto

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Um Percurso de Literacia com a EAPN Portugal em Esposende

Decorrente da participação de Isabel Amorim e Fátima Veiga no workshop realizado em parceria pela Fundação Cuidar o Futuro e a EAPN Portugal, em Dezembro de 2010, em Vila Verde, foi delineado um Percurso de Literacia conjunto para fortalecer a EAPN Portugal na intervenção sobre a igualdade de género. Priorizados os interesses institucionais, optou-se pela organização de um workshop dentro da tipologia de "Promover a qualidade de vida pela igualdade de género" aberto às redes de colaboração do Núcleo Distrital de Braga da EAPN Portugal e orientado para necessidades destas instituições.

Também em conjunto, foram definidos os objectivos para este workshop:

Promover um processo de reflexão sobre representações, discursos e práticas de intervenção em torno das lideranças emergentes em contextos profissionais, comunitários e familiares;


Promover a construção de uma rede de mediadores/as socioculturais, multiplicadores/as de percursos de sensibilização para a igualdade de género e a qualidade de vida através de lideranças partilhadas.



Os textos-desafio foram seleccionados pelas técnicas da EAPN Portugal dentro das opções oferecidas pelo livro Rede Mulheres 25 Anos Depois:

Poder – Energia para a Acção
Muitas vezes o poder está disponível para gerirmos esse poder, para podermos agarrar nele e dele tirar o melhor rendimento, para podermos fazer ou inventar algo de novo. E não é mal nenhum pensar que esse sentido do nosso próprio poder nos fornece energia para a acção.
Muitas vezes não agimos porque, sobretudo nós enquanto mulheres, ainda lidamos mal com o poder.
Quando falo na questão do poder, vou ainda mais longe. É que uma parte integral da acção para uma mudança política – essa mudança que pode tornar as pessoas capazes de outra vida, ao menos com condições mais felizes – é uma redefinição do nosso «eu»: quem sou e como vivo em relação às coisas, aos objectos, em relação ao tempo, em relação ao poder. E nós, mulheres, temos que fazer para nós próprias essa redefinição (Pintasilgo, 1982 , citada em Koning, 2005: 26).


Tem que haver um processo interior
Eu posso agora falar da minha experiência, talvez seja contrária, dado que as vossas experiências são de sucesso. A primeira experiência que tive de liderança, eu estava à frente de um grupo de miúdas dos dez aos catorze, quando eu tinha dezanove anos. E acho que foi uma péssima experiência de liderança da minha parte. Claro que por um lado senti-me abafada pelas outras que estavam a liderar comigo. Depois sentia que havia uma certa falta de maturidade, de auto-conhecimento meu, e uma certa incapacidade de tomada de decisão… sendo que, ora deixava muita coisa a andar, ora de repente surgia em mim um autoritarismo para controlar a situação, que já estava descontrolada. E havia também uma certa incapacidade… por um lado, eu sentia que tinha um lado de humanização, de preocupação para com as miúdas, e para com o grupo que eu tinha à frente… mas também uma certa incapacidade de transmitir essa afectividade, com as dificuldades de gerir a autoridade, a afectividade, sem saber muito bem como geria as duas coisas.
Mas foi a única experiência de liderança que tive, em que estive à frente de qualquer coisa! Depois disso nunca mais estive à frente de nada.
De facto, as mulheres que eu vi como líderes, que… o género de liderança que eu gostei muito, daquelas pessoas sobre mim, foram aquelas mulheres, de facto - ou homens, tanto faz – que acreditaram em mim, e que puxaram pelas minhas potencialidades, e que, no fundo através do acreditar em mim, fizeram que eu acreditasse em mim própria. Sendo que eu acho que não basta só uma pessoa acreditar em nós… Tem que haver um processo interior de conscientização, de auto-consciência, de auto-conhecimento, de maturação, para que a pessoa, se não é confiante, se não tem essas características de líder, que eu acho que não tenho, para surgir essa auto-confiança e essa capacidade de… se calhar de tomar decisões, e é aí, é na vida pessoal, é na vida profissional, é em todo o sítio!

A cidade de Esposende foi o local escolhido para a realização do workshop, que contou com a cooperação da Câmara Municipal de Esposende na captação de participantes e na cedência do espaço, a Casa da Juventude. A dinamização ficou a cargo de Cláudia Múrias, coordenadora do projecto.