terça-feira, 10 de maio de 2011

A Economia Social e Solidária na resposta à crise: pelos caminhos da Igualdade para uma Competitividade Integrada

O projecto Literacia para a Igualdade de Género e a Qualidade de Vida: Lideranças Partilhada foi convidado a participar no Seminário A Economia Social e Solidária na resposta à crise: pelos caminhos da Igualdade para uma Competitividade Integrada, organizado pelo Gabinete da Secretária de Estado da Igualdade do XVIII Governo Constitucional de Portugal, pela CIG, pelo Mestrado de Economia Social e Solidária do ISCTE e pela Animar.

O convite consistiu na apresentação do nosso projecto enquanto exemplo prático de resposta estruturada à crise, uma vez que este tem por finalidade mobilizar a sociedade civil no empoderamento da comunidade e desenvolver um olhar crítico na reformulação de lideranças, introduzindo a perspectiva da igualdade de género na abordagem ao desenvolvimento e à qualidade de vida das populações. Desenvolvido no Norte do país, o projecto tem como objectivo a construção de Percursos de Literacia, com base na participação de líderes locais, profissionais de intervenção socioeducativa e em lugares de tomada de decisão e de cidadãos e cidadãs, em acções de sensibilização com metodologia de aprendizagem pela conversa sobre igualdade de género, qualidade de vida e partilha de lideranças, e na realização de um trabalho autónomo para a concretização de um Produto do Projecto.

Pela aprendizagem pela conversa espera-se proporcionar um espaço onde as pessoas encontrem a possibilidade de “abrandar”, discutir e reflectir sobre as suas experiências. Conversar com o objectivo de “encontrar novos sentidos” e “deixar emergir novos conhecimentos” para promover práticas inovadoras:
. Contar para formular ideas e reconhecer motivações, intenções, objectivos e resultados;
. Problematizar, a história contada, para analisar o seu contexto político-cultural regulador ou emancipador;
. Formular alternativas para perspectivar a acção.

Com um Trabalho em rede, consubstancia-se o reforço e o estabelecimento de redes associativas informais e parcerias institucionais.

Desta forma, segundo o pensamento do Professor Rogério Roque Amaro, somos representantes de uma Economia social e solidária, que permite dar uma Resposta de Continuidade à crise, valorizando a democracia interna, aberta e participativa, enquanto alternativa sustentável, emancipadora e ao encontro da Vida: a Competitividade Integrada!

Excerto da Intervenção de Rogério Roque Amaro, vídeo de autoria de Carlos Ribeiro, Caixa de Mitos












O Seminário foi seguido de debate, como se pode observar nas seguintes fotografias da autoria de Carlos Ribeiro, Caixa de Mitos:





























quinta-feira, 5 de maio de 2011

Questões de Género na Sociedade Portuguesa: Novas e Velhas Violências


A Delegação da Universidade Aberta (UAb) no Porto realiza, no dia 11 de maio de 2011, pelas 14h30, as primeiras Oficinas Abertas dedicadas ao tema “Questões de género na sociedade portuguesa”, sendo a primeira sessão dedicada ao tema “Novas e Velhas Violências”.

A iniciativa destina-se a estudantes, técnicos da área, a IPSS, organizações não-governamentais e à sociedade civil em geral. O encontro pretende articular os diferentes saberes implicados na abordagem da temática, desde os conhecimentos científicos produzidos, ao seu enquadramento pelas políticas públicas, passando pela exploração dos discursos oficiais, sem esquecer as perspetivas dos profissionais e das suas organizações bem como os discursos de não profissionais.

As Oficinas Abertas dedicadas às Questões de Género na Sociedade Portuguesa pretendem constituir-se num espaço de articulação e confluência de saberes, de cidadanias e reflexividades entre a ciência e a vida quotidiana, como objectivo de compreender a situação atual em torno da questões de género na sociedade portuguesa, com especial ênfase, nesta sessão na temática da violência.

A Abertura das Oficinas Abertas contará com as presenças de Teresa Joaquim, Coordenadora do Mestrado de Estudos sobre as Mulheres do Departamento de Ciências Socias e de Gestão da Universidade Aberta e Investigadora Responsável pela Linha de Investigação Estudos sobre as Mulheres do Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais, e de Cláudia Múrias, Coordenadora do projecto Lideranças Partilhadas da Fundação Cuidar O Futuro e Investigadora no Centro de Psicologia da Universidade do Porto.

Manuel Albano, Vice-presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, abordará a temática das "Novas e Velhas Violências".

A moderação será feita por Fátima Alves, da Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais da Universidade Aberta.

Para informações e inscrições, contacte:
Manuela Pinto 300 001 719 mpinto@univ-ab.pt
Delegação da Universidade Aberta no Porto
Rua do Amial nº 752
4200-055 Porto

terça-feira, 12 de abril de 2011

Partilhar lideranças nos espaços público e privado, na Lixa

No sentido de alargar o seu campo de intervenção, e em resposta ao desafio colocado por Aurora Silva, dinamizadora deste projecto, organizamos um workshop com metodologia de aprendizagem pela conversa na pequena cidade da Lixa, na Casa do Povo, com várias pessoas, estudantes da Universidade Sénior e Ocupacional da Lixa e alguns familiares, com um leque diversificado de idades, desde os 34 até os 80 anos.

Ao longo de um intenso dia de trabalho, abordámos várias experiências de liderança em diferentes esferas de vida quotidiana: profissional, familiar, cívica e política e várias experiências de conciliação entre as várias esferas de vida, verificando que, não poucas vezes, a esfera pessoal das mulheres tem sido sacrificada, originando situações de extremo cansaço e até o diagnóstico de algumas depressões.

O exemplo de Maria de Lourdes Pintasilgo surgiu enquanto mentora deste projecto e como a mulher que mais influência social e política teve na sociedade portuguesa dos últimos 40 anos, tendo sido indigitada Primeira-ministra para chefiar o V Governo Constitucional, incumbido de preparar as eleições legislativas, entre Julho de 1979 e Janeiro de 1980, e candidata independente às eleições presidenciais de 1986:



“Quando falo na questão do poder, vou ainda mais longe. É que uma parte integral da acção para uma mudança política – essa mudança que pode tornar as pessoas capazes de outra vida, ao menos com condições mais felizes – é uma redefinição do nosso «eu»: quem sou e como vivo em relação às coisas, aos objectos, em relação ao tempo, em relação ao poder. E nós, mulheres, temos que fazer para nós próprias essa redefinição.” (Pintasilgo, 1982, cit. in Koning, 2005, p. 26).

“O ser humano é um ser de vulnerabilidades, que em numerosas situações o impedem de se erguer para defender os seus direitos. Assim, não bastará acrescentar piedosamente à democracia política a democracia social, económica e cultural. Haverá que construir a democracia simultaneamente sobre a justiça e o cuidado, sobre os direitos e as responsabilidades”. (Pintasilgo, 1982, cit. in Koning, 2005, p. 17).






























segunda-feira, 11 de abril de 2011

4º Workshop na ESE, 8 de Abril

No último workshop realizado dentro da parceria estabelecida com a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, destacamos a necessidade que tivemos de reflectir sobre alguns conceitos que a psicologia e sociologia do género têm questionado, nomeadamente os tradicionais estereótipos e papéis sociais, diferentemente atribuídos a mulheres e a homens:


Será importante designá-los por estereótipos e papéis de género ou mantê-los como estereótipos e papéis sexuais?


Como poderemos desconstruir a ordem social, estruturada e hierarquizada por sexo, e promover a igualdade entre homens e mulheres, se mantivermos a naturalização dos traços, tarefas e papéis sociais de acordo com um binarismo sexual que distingue a condição feminina da condição humana, representada pelo homem? Haverá uma condição masculina?


Se a condição está desigual à partida, estruturada numa sociedade androcêntrica, como poderemos construir uma igualdade de mulheres e de homens?


Como poderemos evitar uma subtil sociedade machista, comandada pelo sucesso individual, ao tolerar as piadas sobre a incompetência das mulheres?